Insujeita


16/02/2006 17:39
De volta ao Rio

Oito dias em São Paulo de muito trabalho, muita comida e alguma diversão.
Voltei mais gorda. Bem mais. Um pouco cansada e com nervoso de gente.
Não sei. Eu tenho algum problema muito sério com excesso de convivência. 8 dias direto com as mesmas pessoas estressa qualquer um. Mas no meu caso me levou a algumas lágrimas em silêncio. Queria solidão. Desejava não ouvir mais as piadas de ninguém. Nem as minhas. Oito dias comigo e mais 4 pessoas espremidas num carro.
Claro, alguns momentos de descanso, algum passeio, um chope bem melhor do que o do Rio. Mas a presença constante das pessoas me irritava. No último dia qualquer coisa me tiraria do sério. Saí do sério em silêncio. Voltei cansada. Ontem passei mal por causa de uma música americana que tocava repetidamente num filme chinês. Agora só quero os chineses. Mas a música tocava alto e a cada vez minha cabeça doía mais e mais e foi me dando ânsia de vômito. Na tela, uma chinesinha bonitinha dançava. E eu com ânsias. Saí correndo no meio da sessão. Precisava de silêncio. Namorada cuidou para que eu o tivesse. Quarto escuro, ar condicionado, um abraço mudo.

BBB

Estou assistindo e, depois dos 8 dias que passei em são Paulo, me pergunto como aquela gente consegue.

Como eu me imagino no Big Brother:

1º dia: Ia fingir que sou legal.
2º a 5º dia: ai continuar fingindo que sou legal
6º ao 10º dia: ia ficar amiga de todo mundo e fingir que sou muito legal.
11º ao 16º dia: ia dar um jeito de fazer as pessoas passarem mal com a comida e fingir que sou muitíssimo bacana.
17º dia: ia levantar no meio da madrugada, ir na cozinha e pegar uma faca bem grande. Iria de quarto em quarto matando todo mundo que conseguisse com facadas no peito antes que os seguranças da TV Globo me pegassem.


Reflexões minhas na boca de outra pessoa

Do blog da Carol Bensimon (http://www.insanus.org/offset75/)

público diferenciado.
Mamãe acertou em cheio na sua reflexão televisiva: eu comia distraidamente um prato de sucrilhos quando veio o assunto sobre o People + Arts. O People + Arts já foi Travel Chanel, se não me engano já teve & no lugar do mais, e, bem, seguia um outro posicionamento, havia pintores e profissões perigosas e também grandes monumentos e cidades dos confins. O People + Arts agora, e aí está a preciosa reflexão materna, é um canal que fala sobre a insatisfação, apontando nos seus programas a saída pela mudança externa. Troque a cor das paredes, troque os móveis, troque o guarda-roupa, troque o rosto, troque o corpo, troque de marido. O conhecimento deu lugar ao consumo.
O Discovery Health é tão assustador quanto. Observando a grade de programação, é raro encontrar algum programa que aborde descobertas científicas ou assemelhados: o foco é quase sempre a aparência física, o "cuidar" do corpo. Assim, desfilam programas de fitness e cirurgia plástica.
MUITO medo do presente.


enviada por Barbs






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